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Conseguir o 1º emprego – É preciso experiência para ganhar experiência?

Já te deparaste com a situação em que requerem experiência para um trabalho de nível inicial? Quão frustrante é ser preciso experiência para ter experiência, se nem te dão essa oportunidade?

Aqui vamos explorar o porquê desse requisito para muitas vagas e o que podes fazer para sair desse ciclo impossível.

conseguir o 1º emprego sem experiência

Porque pedem experiência (mesmo a nível de entrada!)

4 formas de ganhar experiência relevante sem um emprego

Dica bónus!

Como podes mostrar do que és capaz

De volta à base – Experiência < Confiança

Porque pedem experiência (mesmo a nível de entrada!)

Esta situação frustrante que parece impedir-te de entrar no mercado de trabalho pode ter vários motivos, mas um dos mais comuns é bastante simples: a empresa pode não querer ou ter meios para ensinar um novo trabalhador como executar as funções básicas do cargo. Seja por falta de recursos humanos, plano de treino ou, simplesmente, porque estão numa altura com muito movimento e o tempo que leva a ensinar é demasiado para o que a empresa precisa.

Há outros motivos, como ser um meio ou empresa particularmente exigente e a formação ou treino específico que oferece é para quem já tem algumas bases. Se a vaga ficou disponível porque quem fazia esse trabalho já não está disponível (promoção, baixa, despedimento, etc) e não há mais ninguém capaz de fazer aquelas funções, pode mesmo ser uma situação onde não queres entrar!

 É importante perceberes que os motivos que as empresas pedem experiência para níveis iniciais não é por quererem alguém com experiência só porque sim, mas mais porque querem ter alguma segurança de que contraram alguém competente.

Então, se não tens dois anos de experiência a trabalhar para uma empresa porque não te contraram, o que podes fazer para lhes dar segurança de que és uma boa escolha?

paradoxo da experiência profissional sem experiência

4 formas de ganhar experiência relevante sem um emprego

Quer esta situação seja injusta ou não, é importante focares-te naquilo que podes fazer, naquilo que está ao teu alcance e tens realmente poder para intervir para melhorar as tuas hipóteses de conseguir o teu 1º emprego na tua área.

Consoante a área em que estás, pode ser mais ou menos fácil ganhar experiência direta naquilo que queres fazer. No entanto, há várias vias que podes explorar que te permitem dar às empresas aquilo que procuram:

  • Confiança de que és competente.

Não tens de ser exímio, mas tens de mostrar que és desenrascado e empenhado – mais do que apenas dizer que o és.

Considera as opções que vamos explorar a seguir e se podes dedicar-te a uma ou mais.

1. Voluntariado

Podes concordar ou discordar de mim quanto a trabalhar “à borla”, mas eu concordo que, quando estamos no início da nossa carreira, trabalhar sem receber pode mesmo ser a melhor opção.

Lembras-te do material escolar e/ou propinas que pagaste para estudar? Que a quantidade de conhecimento prático que realmente “adquiriste” pode não ter sido ideal – tanto que te pedem experiência, com ou sem curso? Lembras-te dos anos que passaste a estudar?

Bem, aqui tens uma vantagem que o voluntariado te traz em relação aos teus estudos: não tens de pagar para aprender, e aprendes muito mais rápido a fazer o trabalho a sério.

Em quase todas as áreas, há alguma organização que pode beneficiar dos teus conhecimentos e agradece a tua colaboração. Entra em contacto com algumas organizações na tua área de residência (ou, se puderes trabalhar remotamente, onde quiseres!) e tenta perceber como podes ajudar.

Prepara uma proposta de projeto voluntário com objetivos específicos e um período de tempo definido – ou contínuo, se assim o quiseres. Isto permite-te ganhar:

  • Experiência real – faz com que o teu projeto seja tão aproximado do mercado de trabalho quanto possível!
  • Competências específicas – desde as competências técnicas da tua área aplicadas na prática a outras competências transferíveis como coordenação, liderança, comunicação, resolução de problemas e, ainda, proatividade;
  • Contactos – vais conhecer novas pessoas e começar a construir a tua rede de contactos profissional e podes chegar a ter acesso a oportunidades muito melhores;
  • Cartas de recomendação – ao fazeres um bom trabalho, podes pedir a um supervisor ou coordenador que escreva uma carta de recomendação sobre o teu trabalho. Mais do que mostrares que és bom, teres alguém que o confirme vale muito, muito mais!

Desde antes do secundário, sempre estive envolvida em projetos cívicos ou culturais, e o voluntariado foi uma parte importante do meu percurso. Tive oportunidades e conheci pessoas que, não estivesse disponível para “trabalhar de graça”, nunca teria tido conseguido. Aprendi mais com essas atividades do que em vários anos de escola, até de universidade.

Por isso, sim, em certos contextos e situações, não sou contra o trabalho voluntário gratuito.

Mas… Depende muito da situação em que estamos e, sobretudo, do que realmente ganhamos em troca.

💭 Concordas? Não concordas? Diz-me nos comentários, gosto sempre de conhecer outras perspetivas e experiências!

conseguir o 1º emprego sem experiência: voluntariado

2. Estágios

Já devias estar à espera desta!

Estagiários são, em parte, o que antes eram os “aprendizes”, que seguiam um profissional de uma área para aprender a “arte”. Hoje em dia, os estágios são extremamente curtos em comparação e separados da aprendizagem teórica. Marcam, normalmente, a transição entre a escola/universidade e o mundo profissional.

Os benefícios do estágio são mais ou menos os mesmos dos do voluntariado, mais têm ainda mais estes:

  • Orientador – terás, em princípio, um “mestre” que te vai dar as orientações básicas para fazeres o trabalho, ensinar-te alguns aspetos mais práticos e acompanhar a tua evolução, de certa forma avaliando o teu progresso e aconselhando-te quando necessário;
  • Remuneração – muitos estágios já são remunerados, e alguns são co-financiados pelo IEFP, o que sempre os torna mais interessantes do que o trabalho voluntário!

A dificuldade de conseguir um estágio é, também, o facto de já serem todos ou quase todos pagos: se as empresas/organizações têm de pagar um ordenado, preferem fazê-lo a quem tem experiência do que terem ainda de ensinar… Isto é uma generalização, claro, mas não deixa de ser relativamente comum. E continua a ser mais fácil conseguir um estágio sem experiência do que um trabalho.

O estágio tem outra vantagem em termos profissionais: podes acabar a ser contratado como colaborador, no fim do estágio, se o teu trabalho for realmente uma mais valia para a empresa.

Pensa no estágio como um período experimental em que tens a oportunidade de provar como podes contribuir e como a empresa só tem a ganhar se quiser continuar a colaborar contigo.

7 passos simples e rápidos para procurar e conseguir um novo trabalho, com dicas práticas para cada fase!

3. Portfólio

Um portfólio é um sítio onde mostras aquilo de que és capaz. Hoje em dia, um portfólio pode ter vários formatos:

  • Impresso – um livro ou dossiê com os teus projetos em papel;
  • Redes sociais – podes usar os teus perfis online no Instagram ou LinkedIn como portfólio onde partilhas os teus projetos;
  • Site / blogue – com páginas, galerias, artigos e outros tipos de conteúdo sobre os teus projetos e capacidades.

O que pões no portfólio? Tudo o que for relevante para a tua área – seja feito para um empregador ou não.

Há sempre algo que podes mostrar, desde que saibas o que o trabalho na área que queres seguir engloba – seja na totalidade, seja parcialmente. Aqui tens alguns exemplos:

Tecnologia e programação
  • Apps ou Web Apps: Cria aplicações que resolvam problemas reais.
  • Projetos Open Source: Contribui no GitHub ou cria o teu próprio repositório.
  • Scripts Úteis: Automatiza tarefas ou faz análises de dados.
  • Dashboards: Mostra dados através de relatórios visuais.
  • Design de APIs: Desenvolve APIs para sistemas fictícios, como lojas online.
Marketing e Comunicação
  • Campanhas Fictícias: Planeia anúncios e estratégias para marcas imaginadas.
  • Estudos de Mercado: Analisa dados e apresenta tendências.
  • Planos de Comunicação: Cria estratégias para empresas ou projetos.
  • Gestão de Redes: Cria um calendário de conteúdo completo e planeado (e publica-o!);
Educação e Formação
  • Materiais Didáticos: Prepara guias, apresentações ou atividades temáticas;
  • Videoaulas: Grava tutoriais ou explicações práticas e partilha-as no Youtube;
  • Planos de Aulas: Estrutura sessões com objetivos claros.
Gestão
  • Análises SWOT: Desenvolve estratégias para negócios fictícios.
  • Gestão de Projetos: Mostra como organizas prazos e equipas.
  • Melhorias de Processos: Identifica problemas e apresenta soluções.
  • Estudos de Caso: Propõe soluções empresariais baseadas em problemas reais
Arquitetura e Design de Interiores
  • Plantas e Renderizações: Cria projetos para espaços fictícios.
  • Moodboards: Explora combinações de cores e materiais.
  • Otimização de Espaços: Projeta para eficiência e sustentabilidade.
Jornalismo e Conteúdos
  • Artigos: Escreve sobre temas relevantes na tua área.
  • Entrevistas: Partilha conversas com especialistas ou recriações.
  • Multiformato: Cria newsletters, vídeos curtos ou podcasts.
Saúde e Bem-Estar
  • Guias: Desenvolve protocolos simples para públicos específicos.
  • Estudos de Caso: Apresenta abordagens para situações reais.
  • Materiais para Workshops: Cria conteúdo para treinos ou palestras.

Estas são algumas ideias que podes tentar ajustar relativamente à tua área. Se precisas de ajuda mais concreta sobre como fazeres um portfólio na tua área, deixa um comentário abaixo! Vamos debater e partilhar ideias para que mais jovens como tu possam sair deste paradoxo da experiência profissional.

portfolio: mostra resultados para conseguires o teu 1º emprego

4. Freelancing

Aqui juntamos um pouco de tudo e ainda um conjunto bónus de aprendizagem que te vai pôr 5 anos à frente de outros concorrentes na tua situação: trabalha como freelancer!

Eu sei, nem em todas as áreas isto vai ser possível, mas na maioria dos casos é possível, só tens de ser um pouco criativo e aventureiro.

Trabalhar como freelancer vai dar-te experiência de trabalho inegável e uma validação muito simples e direta: ou os clientes estão satisfeitos ou não estão. Além disso, vais ter de aprender um pouco o lado dos negócios. Isto é vantajoso porque:

  1. Passas a entender o lado das empresas e o teu papel como trabalhador nessa área, vais perceber de que forma o teu trabalho afeta a rentabilidade da empresa;
  2. Aprendes a comunicar o valor do teu trabalho, porque já tiveste clientes que te pagaram e sabes o que vales, o que faz com que ganhes muito mais poder de negociação numa entrevista.

Tudo isto, enquanto és pago para trabalhar em projetos na tua área.

Um portfólio para seres freelancer é útil, mas não essencial, e podes ter apenas 1 ou 2 de demonstração se tiveres dificuldade em começar.

! Dica Pro: Talvez tenhas de sair da tua zona de conforto para encontrar clientes, mas tens sempre pessoas à tua volta que te podem ajudar a conseguir os primeiros: professores, colegas, amigos, familiares, e conhecidos.

Se te interessa saber mais sobre freelancing, lê 👉 este artigo.

conseguir o 1º emprego sem experiência: networking e freelancing

Dica bónus!

Estás num momento chave da tua carreira, onde podes realmente destacar-te se começares a criar um plano de ação estratégico. Não tem de ser nada complexo, nem definitivo, mas se tiveres um plano-base para te orientar nos próximos anos, vais tirar muito mais partido destas iniciativas que falámos.

Para fazeres o teu primeiro plano de ação estratégico, segue estes passos:

  1. Define um objetivo de longo prazo – onde queres chegar daqui a 5 anos? Se ainda não sabes exatamente, podes definir algo como: receber X por ano, trabalhar em regime híbrido, contribuir para uma empresa internacional (define o que te inspira, não tenhas medo de sonhar);
  2. Define metas intermédias – imagina quais seriam as metas anuais para ires de onde estás a onde queres ir nos próximos 5 anos. Pensa em cargos, empresas ou projetos com que gostavas de trabalhar ou colaborar;
  3. Define as primeiras ações – o que tens de fazer para chegar à primeira meta? Vê o que tens de aprender, se precisas de alguma formação, que projetos podes fazer e, muito importante, quem deves conhecer ou quem te pode ajudar a chegar lá.

Estes passos simples dão-te um ponto de partida muito mais à frente para conseguires um trabalho que realmente te ajuda a crescer profissionalmente – e que tem mais potencial de rendimento a longo prazo.

plano estratégico para o emprego e crescimento profissional - experiência

Se queres saber mais sobre como construir um plano estratégico completo, ou ainda não sabes bem o que queres fazer em termos profissionais, vê o nosso 👉 Pack: Plano para o Futuro, com um guia completo e um livro de exercícios passo-a-passo.

Como podes mostrar do que és capaz

O que vais ler a seguir serve tanto para o teu portfólio, redes sociais, ou currículo profissional, basta fazeres ajustes na forma como incluis estas informações em cada plataforma.

O portfólio é um dos meios que podes usar para mostrar as tuas capacidades, mas teres um conjunto de imagens e/ou vídeos bonitos dos teus projetos não chega. O que vais ler a seguir aplica-se ao teu portfólio, em qualquer formato, mas também ao teu currículo.

No currículo terás de escrever de forma mais resumida, mas se tens pouca experiência, tens espaço para descrever um pouco mais o que fizeste e como.

Seja qual for o meio que escolhes mostrar o teu trabalho, isto vai ajudar-te muito a conseguires o teu 1º emprego na tua área!

1. Métricas, métricas, métricas

Já toquei neste tema atrás, mas quero voltar às metricas um pouco mais. Muitos de nós, no início, não estamos habituados a pensar no trabalho desta forma, mas é importante.

Da mesma forma como o nosso estudo se reflete em notas, o nosso trabalho vai ter também um reflexo – desta vez, para a organização para a qual trabalhamos. Pode ser mais direto ou mais indireto, mas existe.

As métricas podem ser quantitativas (em números) ou qualitativas, o que é um pouco mais subjetivo e difícil de medir.

Métricas podem ser:

  • Tempo que demoraste em determinado trabalho;
  • Nº de pessoas com quem falaste;
  • Eficiência do sistema (pode ser absoluto ou comparativo, dependendo da área);
  • Satisfação dos clientes (se tiveres a trabalhar como freelancer, voluntário ou estagiário);

2. Limites

Os limites não deixam de ser uma espécie de métricas, mas separei-os porque quero destacar que podes autoimpor-te limites ou mostrar os constrangimentos que cada projeto, iniciativa ou experiência tinha.

Por um lado, se estiveres a fazer um portfólio fictício, claro que podes fazer um projeto sem limites, para mostrar aquilo de que és capaz em condições ideais, o que é uma boa mais valia.

Por outro, o mundo real raramente tem condições ideais e ilimitadas. Mostrares o que consegues fazer mesmo com limites bem definidos posiciona-te como um profissional adaptável e flexível que consegue resolver problemas e entregar projetos mesmo em condições adversas.

Se estiveres a apresentar projetos reais, mencionares os limites reais que enfrentaste é também importante, precisamente pelo mesmo motivo: capacidade de trabalho em condições reais.

Alguns exemplos de limites que deves ter em conta e comunicar nos teus projetos:

  • Ferramentas (tipo, quantidade);
  • Número de revisões;
  • Tema;
  • Público-alvo;
  • Prazo de entrega;
conseguir o 1º emprego sem experiência: demonstração de resultados

3. Competências

As competências são fatores que os recrutadores têm em conta quando vêm o teu currículo ou porfólio, e mencionares exatamente que capacidades aplicaste na execução de um projeto ajuda a contextualizar e a valorizar o teu papel.

Podes ter uma lista com todas as competências que usaste, ou apenas as mais importantes. No currículo, podes organizá-las por grupos (técnicas, tecnológicas, pessoais e linguísticas) e/ou mencioná-las na descrição dos projetos e experiências.

Nota que podes ter competências que não vêm destes projetos, mas sim de projetos escolares, competições ou outras atividades em que podes ter participado:

  • Liderança e trabalho de equipa;
  • Comunicação e apresentação;
  • Pensamento crítico e resolução de problemas;
  • Organização e automotivação;
  • Adaptação e flexibilidade.

Estas são competências importantes em quase todas as áreas e que podes desenvolver informalmente enquanto estudas ou até em qualquer grupo de que faças parte (social, cultural, desportivo, político, artístico, etc).

4. Histórias

Este é uma mistura dos 3 pontos anteriores, com uma pequena narrativa, e ajuda os recrutadores a entenderem melhor o teu papel e capacidades num contexto relevante para o que estão à procura – afinal, somos seres sociais e as histórias fazem parte do nosso modo de vida há milhares de anos!

As narrativas têm, geralmente, estes três elementos essenciais:

  • Situação inicial (geralmente negativa, ou o desafio a enfrentar);
    • Exemplo: “Quando comecei o meu projeto de voluntariado com a ONG local, a comunicação digital era ocasional e sem uma estratégia definida. A página nas redes sociais tinha pouca interação, e a nossa base de contactos era limitada.
  • Situação final (positiva, o resultado do teu trabalho);
    • Exemplo: “Após alguns meses de dedicação, consegui aumentar em o número de interações nas redes sociais e a base de seguidores da ONG cresceu para mais 500 seguidores. Conseguimos também aumentar a participação em eventos e campanhas de angariação de fundos, o que contribuiu diretamente para o crescimento da nossa rede de apoio.”
  • Ponte (o que fizeste e como para conseguir o resultado que tiveste, a partir da situação inicial).
    • Exemplo: “Para conseguir esses resultados, comecei por fazeruma análise das necessidades de comunicação da ONG e criei um plano de conteúdo para as redes sociais. Usei minhas capacidades de design para criar posts atrativos e implementei campanhas para aumentar o alcance. Além disso, utilizei ferramentas de automação para agendar as publicações e maximizar as interações.

Com este básico, já tens um ponto de partida excelente!

Podes alterar a ordem, acrescentar porque é que a situação inicial era negativa e porque é que a situação final era desejada, e porque o resultado conseguido é importante para a organização.

! Dica Pro: num portfólio ou blogue, podes estender-te nas histórias. Num currículo, limita cada história a 1 frase ou 2.

conseguir o 1º emprego sem experiência: constrói a ponte

Queres um modelo de currículo que te ajude a mostrar tudo isto? Temos um Modelo de Currículo Profissional que te pode ajudar!

5. Vai mais longe

Se seguiste ou vais seguir algumas das opções que referi até aqui, já vais estar muito melhor posicionado do que outros candidatos. No entanto, em certos casos, podes ir ainda mais longe, dependendo do quão bem conheces a área e a empresa a que te estás a candidatar:

  • Faz um projeto gratuito para a empresa.

Este “projeto” não é mais do que uma pequena amostra muito particular daquilo que sabes fazer. Começa por identificar algo que a empresa pode melhorar que é mesmo dentro das tuas capacidades. Depois, faz um pequeno projeto onde apresentas soluções específicas que consegues implementar.

Vês onde quero chegar?

Esta iniciativa mostra que:

  • Estás atento à empresa e o teu interesse nessa empresa específica é genuíno;
  • Sabes identificar problemas (tens pensamento crítico e coragem de os apresentar!);
  • Sabes formular soluções (resolução de problemas e proatividade);
  • Tens confiança nas tuas capacidades para as implementar – aqui sim, está aquela segurança que as empresas procuram na “experiência”!

Podes estar a questionar-te “então, mas se lhes dou a solução, não me vão contratar de certeza!”.

Calma, não é bem assim!

Só porque sabes cozinhar não quer dizer que nunca vás a um restaurante, ou só porque existem milhões de sites na internet sobre como fazer um site não quer dizer que as empresas não contratem profissionais para os fazerem.

O teu projeto onde identificas problemas e soluções é uma pequena amostra do que consegues fazer, é como uma imagem de um prato numa receita. É mais provável que te contratem a ti, que sabes implementar as tuas propostas, do que vão contratar outra pessoa que nem mostrou que conhece os problemas nem mostrou que sabe como os resolver.

conseguir o 1º emprego sem experiência: empenho e dinamismo

De volta à base – Experiência < Confiança

Sei que queres ter um trabalho e que tudo isto te parece demasiado para conseguir apenas o teu 1º emprego. Sei que isto pode até parecer um trabalho em si – e, de certa forma, é. Mas estas opções são oportunidades que tens e podes controlar, que te ajudam a encontrar um trabalho fixo na tua área e começar a colaborar com profissionais experientes.

As empresas que pedem experiência pedem, sobretudo, confiança de que consegues fazer o trabalho. Só porque pedem 2 anos de experiência, não quer dizer que não consigas o trabalho com menos tempo – se fizeres um ou mais destes exemplos, podes conseguir um trabalho em poucos meses!

Na tua carta de motivação menciona os projetos que fizeste e com que resultados. Mostra que tens confiança que consegues contribuir também para essa organização. Já tens resultados e dados concretos, estás disposto a dedicar-te aos projetos da empresa e a continuar a aprender.

Confiança é a chave.

Conclusão

Apesar da frustração, há várias maneiras de contornar a falta de experiência. Lembra-te, é essencial seres proativo, aprenderes com cada oportunidade e nunca desistires de encontrar formas mostrar o que vales.

Tu tens o controlo da tua carreira, basta começares a dar os primeiros passos.

Já tentaste alguma dessas estratégias para ganhar experiência? Conta-nos como correu nos comentários abaixo!

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