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Freelancer: benefícios, estratégias e realização profissional

Imagina começar o teu dia a escolher os projetos em que vais trabalhar, sem a pressão de um chefe ou horários rígidos. Parece impossível?

Para muitos freelancers, é uma realidade.

A verdade é que a estabilidade de um contrato fixo, por mais confortável que pareça, não é bem o sonho que nos venderam – nem a mesma segurança. A lealdade entre empresas e colaboradores já não é o que era e ter um curso universitário não é uma garantia de uma boa vida.

E é aqui que o trabalho freelance entra como resposta para muitos: uma forma de recuperar o controlo, trabalhar no que querem e viver com mais liberdade e realização.

Neste artigo:

Antes de avançarmos para como o freelancing te pode trazer essa liberdade e realização, quero só partilhar alguns dados para contextualizar este tipo de trabalho. Em Portugal, ainda há relativamente poucos freelancers, em termos do total da força de trabalho, o que é uma boa oportunidade para ti que estás a considerar esta via, porque tens menos concorrência.

Para muitos de nós, o trabalho do dia a dia pode ser caótico e, ainda assim, monótono e repetitivo. A falta de desafios e a sensação de que não podemos concretizar o nosso potencial fazem com que muitos procuremos alternativas.

Todos queremos ter uma atividade que não nos permita apenas sobreviver, mas sim crescer e viver a vida como um todo – não apenas aos fins de semana. E é exatamente por isso que sugiro que todos devem, mesmo que a tempo parcial, enveredar por esta via.

As gerações mais novas estão mais abertas a esta possibilidade porque não acreditam tanto na “carreira” tradicional (com bons motivos). Mesmo que não tenham a certeza de que podem “enriquecer” como freelancers, preferem ganhar pouco (como em qualquer lado), mas a fazer o que gostam.

Se é o teu caso, estás em boa companhia!

Não prometo que vais “enriquecer”, mas acredito que podes alcançar aquela realização profissional que é tão importante e tem sido perdida.

Objetivos

Para isso, deves definir objetivos que te permitam ter rendimentos suficientes para viver, claro, mas também que te desafiem, para realmente chegares a esse estado de autorrealização. Aqui estão alguns “temas” para definires objetivos que te levem a essa conquista:

  • Rendimento mínimo e rendimento ideal – garante as tuas despesas básicas, mas sê ambicioso com onde queres chegar;
  • Relações profissionais – mesmo na era da tecnologia e I.A., as pessoas com quem colaboramos e fazemos negócios são essenciais. Escolhe o tipo de pessoas que queres na tua vida e com quem queres trabalhar;
  • Resultados – define que resultados queres ter e partilha-os com as pessoas à tua volta, sê transparente com o que queres que os teus clientes ganhem e celebra as vitórias!
  • Desafio e proatividade – aprende coisas novas, participa em projetos mais ambiciosos, sê crítico com o que fazes e dedica-te a estar sempre a melhorar.

Estes são os “temas” gerais que permitem qualquer pessoa atingir a realização profissional, seja em que atividade for.

Vamos agora explorar elementos que contribuem para essa realização profissional como freelancer.

Liberdade e autonomia – o que qualquer freelancer procura

Um dos trabalhos que fiz enquanto freelancer foi de tradução de conteúdos. Foi das experiências mais interessantes que tive, onde trabalhava à hora que queria, durante o tempo que queria, recebia de acordo com o trabalho que entregava – e ainda tive a satisfação de ver os frutos do meu trabalho, com o site da empresa crescer.

Neste projeto, senti mesmo que a liberdade de horário e autonomia contribuem muito para a satisfação no trabalho. Isto é fácil de perceber quando temos em conta que, como freelancers, podemos dedicar-nos aos projetos nas horas em que somos mais produtivos, em vez de termos de nos forçar a seguir um horário que nada tem a ver com o nosso cronotipo ou estilo de vida.

Podes escolher trabalhar mais horas por dia, mas menos dias por semana (como um movimento global tem defendido) ou mais dias por semana e menos horas por dia, para teres mais tempo para outras atividades por dia, ou até vir a trabalhar só menos horas em geral!

Depende completamente de ti, do teu estilo de vida, objetivos e como queres trabalhar!

O conceito de nómada digital não é novo e a pandemia veio contribuir para a noção de que o trabalho nem sempre tem de ser feito num escritório, especialmente com as tecnologias de comunicação a evoluir todos os dias.

Neste momento, 98% dos trabalhadores gostariam de trabalhar remotamente ou em regime híbrido, mas a maioria das empresas ainda não está disposta a contratar colaboradores permanentes em regime remoto.

No entanto, isto não se aplica a freelancers!

freelancer - espaço de trabalho colaborativo

É mais fácil empresas contratarem freelancers remotos do que colaboradores permanentes e, assim, és tu que decides onde queres trabalhar e se vais ou não onde os teus clientes estão depende de ti – a maioria dos serviços não precisa de deslocações ao local.

Quer queiras trabalhar a partir de casa, de um escritório colaborativo, de um café, ou das Maldivas, a escolha é tua.

Outro aspeto interessante da liberdade que ganhas a trabalhar como freelancer é poderes experimentar coisas novas, ferramentas e formas de trabalhar.

Já estiveste numa situação em que viste que a empresa onde trabalhas funcionaria melhor se… “qualquer coisa” que para ti é óbvia, mas que, por algum motivo, ninguém parece ver ou, pior, não querer mudar?

Bem, não vais ter esse problema: todas as soluções que te lembrares podes implementar quando quiseres. Podes fazer experiências, ver o que funciona ou não e ir melhorando a tua atividade, a tua comunicação, parcerias e colaborações, sem essa frustração de ver o mesmo problema todos os dias que seria tão simples de resolver.

Há algo quase mágico que acontece quando não dependes de uma só fonte de rendimento, seja de um só empregador ou cliente: o teu poder de negociação sobe e tornas-te muito mais atrativo.

Porquê?

Primeiro, porque, em negociação, a pessoa que está mais disposta a sair tem mais hipóteses de ganhar. É um efeito interessante que mostra que sabes o teu valor e não aceitas menos daquilo que mereces – o que também dá alguma confiança ao outro lado de que tem a ganhar mais em trabalhar contigo aceitando as condições do que a recusá-las.

Depois, se tiveres mais do que uma fonte de rendimento, sejam empregadores ou clientes, estás menos dependente de cada um. Isto implica mais duas coisas:

  • Tens maior segurança, porque mesmo que um cliente atrase ou desista, tens outros para cobrir as tuas despesas – e mais tempo para captar novos clientes;
  • Podes mostrar que tens disponibilidade limitada porque outras pessoas estão interessadas em trabalhar contigo e ninguém não gosta nada da ideia de perder uma oportunidade porque alguém chegou primeiro!

Controlo

Quando começas como freelancer, uma das primeiras coisas que deves decidir é o tipo de produtos/serviços que queres oferecer e a quem. Isto, só por si, já te dá um enorme controlo sobre o teu trabalho e o teu dia a dia.

  • Queres fazer sites? Que tipo de sites? De que tamanho? Com que tipo de funções?
  • Queres fazer tradução? De que tipo de textos? Em que idiomas?
  • Queres trabalhar para clientes finais? Associações? Pequenas empresas ou multinacionais? Entidades públicas?

Vê mais à frente como escolher boas áreas/atividades e um bom público-alvo.

freelancing - colaborações, parcerias e clientes

De início, podes ter de ser mais flexível com o trabalho que aceitas, mas, com o tempo e a experiência, podes passar a ser cada vez mais seletivo.

O poder de negociação que ganhas quando és um bom freelancer e és transparente com a procura que há pelos teus produtos/serviços é totalmente diferente. Vais poder subir os preços, trabalhar só nos projetos que mais te entusiasmam, com as pessoas que realmente te valorizam e respeitam a tua forma de trabalhar.

Do que mais adoro de ser freelancer é poder organizar as tarefas à minha maneira (por vezes mais caótica do que seria de esperar) e trabalhar nelas como faz mais sentido para mim.

E não sou a única: 87% das pessoas trabalham de forma flexível quando têm essa possibilidade.

Quando não tens de seguir regras de outros e podes seguir o teu fluxo, a criatividade e qualidade daquilo que crias é muito superior. Não gastas energia e atenção a adaptar-te a procedimentos externos e podes definir o que te permite ser mais produtivo.

Podes escolher quando trabalhar no quê, como, durante quanto tempo. Podes escolher quando explorar uma ideia mais criativa e inovadora, o que fazer primeiro ou depois. Podes até escolher quando queres ter reuniões com clientes para não perturbar o teu tempo de trabalho concentrado.

Esta vantagem é também um dos maiores desafios que freelancers enfrentam: definir limites. Mas fazê-lo é essencial ou tudo o que falámos até aqui não vai acontecer!

Alguns limites que deves ter em conta quando trabalhas como freelancer:

  • Âmbito dos projetos – o que está incluído em termos de horas, prazos, revisões e/ou resultados;
  • Horário de trabalho – trabalhar no que gostas é excelente e entusiasmante, mas não te esqueças de deixar espaço para outras responsabilidades e atividades;
  • Atendimento e reuniões – quando estás ou não disponível para falar com os clientes, duração das reuniões, tempo de resposta estimado;

Protege o teu tempo, o teu trabalho e a tua saúde!

Especialização vs Diversificação na atividade como freelancer

O que me surpreendeu mais ao trabalhar como freelancer e em vários projetos paralelos foi mais do que ganhar um rendimento extra (o que, admito, ajuda sempre), foi sentir que tinha espaço para escolher, para explorar o que me realmente me interessava.

O debate entreescolher uma área específica ou várias não é fácil e os dois caminhos têm pontos positivos.

Aqui estão os benefícios destas duas opções para te ajudar a decidir o que é mais adequado a ti.

  • Domínio técnico diferenciador: é mais fácil tornares-te muito bom a fazer só uma coisa e este é o caminho mais provável de receber algum prémio de reconhecimento profissional;
  • Especificidade & nichos: torna mais fácil destacares-te, valoriza o teu conhecimento e permite-te cobrar mais pelos teus serviços.
  • Projetos de maior impacto: mesmo como freelancer, podes colaborar em projetos maiores se tiveres uma especialização.
  • Evolução vertical & benefícios compostos: os ganhos somam ao longo do tempo porque vais dedicar-te a avançar na mesma direção, o que te leva mais longe.

  • Criatividade & Inovação: vais lidar com situações, pessoas e projetos diferentes, e ter de encontrar formas de te distinguires da concorrência;
  • Oferta completa: se escolheres áreas complementares, podes oferecer serviços mais completos aos teus clientes:
    • Por exemplo, para servir alojamentos locais, podes fazer gestão de reservas, receção de clientes, coordenação de limpezas e manutenção;
  • Atividade mais dinâmica: vais ter tarefas mais variadas e poder aproveitar oportunidades inesperadas, ser reconhecido como um profissional multifacetado que pode ser uma mais valia em projetos diferentes;
  • Evolução lateral: a tua evolução vai levar-te a sítios diferentes, conhecer pessoas de várias áreas, explorar mundos novos e expandir os teus horizontes.

Eu gosto sempre de ter mais do que uma atividade ao mesmo tempo. Poder alternar ajuda-me a ter sempre algo “novo” para fazer, o que me dá uma nova energia quando mudo de projeto em que estou a trabalhar.

Talvez seja o teu caso, ou talvez prefiras a estabilidade de um caminho claro e definido, o que é completamente natural também.

Ambos os caminhos têm riscos e vantagens e é possível ter sucesso em qualquer um. Por isso, escolhe o que mais te inspira!

Psst: podes sempre experimentar uma opção e mudar mais tarde!

Competências

Viver novas experiências e desafios é um dos elementos da realização profissional e desenvolver novas capacidades é uma das formas de o conseguir.

Enquanto freelancer, além das competências técnicas da(s) área(s) que escolheres, estas são as principais capacidades que vais ser desafiado a aprender:

  • Gestão de projetos;
  • Comunicação;
  • Resolução de problemas;
  • Autodisciplina;
  • Adaptabilidade;

Dito isto, a aprendizagem contínua é fundamental.

Agora que vivemos tempos incertos, estar atento a novas tendências e procurar formas de nos mantermos à frente no mercado é mais importante que nunca.

Isto aplica-se tanto a freelancers como funcionários de uma empresa: a realidade muda e as empresas têm de se adaptar e se os colaboradores não forem capazes de acompanhar serão substituídos por aqueles que conseguem.

Resumo

Para finalizar esta parte, aqui está um resumo dos elementos que fazem com que trabalhar como freelancer te ajude a conquistar a realização profissional:

  • Liberdade e autonomia;
  • Controlo;
  • Especialização ou diversificação;
  • Novas competências;

Freelancing não é apenas trabalho – é a oportunidade de descobrires até onde podes ir quando escolhes o teu caminho.

Por muito importantes e atrativos que sejam os benefícios que já falámos, é preciso reconhecer que os rendimentos são uma parte essencial da vida.

Se um dos teus maiores receios é não conseguir viver do teu trabalho como freelancer, não estás sozinho! Não ter aquela certeza do ordenado ao fim do mês, é um pouco assustador.

No entanto, quero também chamar a atenção para o outro lado da moeda: da mesma forma que não tens essa “segurança”, também não tens esse limite. O quanto podes ganhar não se fica apenas pelo ordenado de colaborador e podes conseguir muito, muito mais.

Aqui, partilho contigo algumas dicas/passos que podes dar para teres mais hipóteses de tirar bons rendimentos da tua atividade.

Escolhe bem a área/atividade

Se já souberes o que queres oferecer em termos de produtos ou serviços, já deste o primeiro passo!

Quer seja o caso ou não, pondera estas questões:

  • Procura setores emergentes e em crescimento;
  • Diversifica os projetos e colaborações;
  • Pergunta-te o que realmente te entusiasma!

É importante escolheres uma área que não esteja a desaparecer (como jornais em papel), idealmente que tenha formas de colaborares com profissionais de áreas complementares e, claro, que seja algo que realmente gostas de fazer!

! Dica Pro: há vários ofícios mais “tradicionais” que quase desapareceram porque quem os fazia se reformou e não houve pessoas suficientes a entrar, e têm tido bastante procura. Carpintaria, serralharia, instalações elétricas, costura são alguns exemplos que podes considerar se não estás à vontade com novas tecnologias ou preferes algo mais físico.

Seleciona o público-alvo

Não consigo dizer vezes suficientes quão importante é escolheres o público-alvo certo!

O público-alvo são os teus clientes, as pessoas/organizações que vais servir e há alguns fatores que devem orientar a tua escolha:

  • Clientes que têm um problema que podes resolver com a tua atividade;
  • Esse problema deve ser grande! Quanto maior, mais vão pagar para o resolveres;
  • Devem querer uma solução rapidamente (para ser mais fácil quererem resolver o problema).

Além destes três, há um muito importante: escolhe cliente que têm dinheiro para investir numa solução. Para seres realmente livre e conseguires pagar as tuas contas. Não vale a pena, como principal foco da tua atividade, pensares em problemas que podes resolver se não houver forma de seres compensado por esse trabalho.

💡 Guarda a imagem a seguir para referência:

! Dica Pro: Empresas têm problemas maiores e estão mais dispostas a querer resolvê-los.

Cria uma proposta de valor simples

Pode soar estranho, “proposta de valor”, mas é basicamente uma descrição simples daquilo que fazes e tem 3 elementos:

  • Quem é o teu cliente ideal;
  • Qual o problema que resolves;
  • Com que resultado;

Isto é suficiente para a maior parte dos clientes perceberem se estão ou não interessados em trabalhar contigo. Não tens de dizer todos os detalhes de como resolves o problema, pelo menos nesta fase.

Experimenta criar uma frase com estes três elementos e apresenta essa oferta de valor a pessoas que conheces que fazem parte ou estão próximas do teu público-alvo. Vê se percebem o valor do teu produto/serviço e ficam realmente interessadas na tua solução.

Exemplos de propostas de valor simples:

  • Serviços de Fotografia: “Ajudo artesãos que querem destacar os seus produtos online, através de fotos de qualidade que mostram os detalhes e aumentam as vendas.”
  • Design Gráfico: “Trabalho com pequenas lojas online que querem destacar-se num mercado cheio, com visuais que aumentam a visibilidade e as vendas.”
  • Consultoria Financeira: “Assisto freelancers e pequenos negócios que têm dificuldade em gerir as finanças, ajudando a melhorar a gestão do dinheiro e aumentar os lucros.”
  • Aulas de Idiomas: “Ensino adultos que querem aprender um novo idioma de forma prática e personalizada, com aulas de conversação que aumentam a fluência e a confiança.”

Define o teu preço

Outro desafio interessante de ser freelancer: quanto cobrar?

Simplificando, há duas formas de definires os teus preços:

  • Preço com base nos custos – calculas os teus custos (materiais, ferramentas, rendas, tempo) e acrescentas uma margem de lucro (30% é uma margem de referência);
  • Preço com base no valor – estimas o valor que a tua solução vai “render” ao cliente e cobras uma percentagem desse valor (10% é uma percentagem de referência);

Mesmo que não escolhas um preço com base no valor, é importante perceberes quanto é que o cliente vai ganhar por te contratar. Se fizeres design de logotipos para micro empresas ou profissionais independentes, cobrar 1.000€ por um logotipo pode não lhes compensar, enquanto que empresas maiores terão mais retorno se investirem num bom logotipo.

! Dica Pro: Preço com base em valor tem mais potencial de lucro e de valorizar a tua atividade.

Outro aspeto a teres em conta é como vais cobrar. Algumas formas mais comuns:

  • Preço por hora – hora de trabalho, atendimento, apoio, deslocações;
  • Preço por unidade/projeto – certos elementos, prazos, resultados;
  • Mensalidade/avença – acompanhamento, revisões, consultoria;

Evita o ciclo de “fome ou fartura”

Parte das tarefas que fazemos enquanto freelancers é conseguir clientes, seja como falando com pessoas diretamente, participando em eventos, partilhando conteúdos nas redes sociais e entre outras.

O ciclo de “fome ou fartura” começa quando te dedicas a divulgar a tua atividade. Inevitavelmente, algumas pessoas vão interessar-se e contratar-te, o que pode levar-te a ficares cheio de projetos ao ponto de teres de fazer “horas extra” e dedicares todo o tempo a servir esses clientes. Esta é a altura de fartura.

Ora, quando deixas de fazer divulgação por falta de tempo, deixas de receber novos clientes.

Se não tens novos clientes quando acabas os projetos que chegaram na altura de fartura, vais ter o tal período de fome, onde não tens mais trabalho. Muitos freelancers só nesta altura é que voltam a promover os seus produtos ou serviços, perpetuando o ciclo.

Como evitar este ciclo?

Aqui tens duas dicas:

  • Não deixes de divulgar: garante que dedicas sempre algum tempo todas as semanas a divulgação para teres sempre clientes a chegar, independentemente dos trabalhos que tenhas;
    • Se tiveres clientes mais do que a tua capacidade, podes sempre aumentar os preços e/ou procurar outros freelancers para colaborarem contigo!
  • Sê transparente com a tua capacidade: se só consegues ter 2 clientes por semana, mesmo que tenhas mais interessados, não escondas que essa é a tua capacidade e diz-lhes quando terás tempo para trabalhar com novos clientes;
    • Da mesma forma que um restaurante com esplanada cheia atrai mais clientes, também tu com horário cheio vais atrair mais clientes: quando as pessoas sabem que estás muito ocupado, a associação que fazem é que tens muitos clientes porque és um bom profissional;

Seja a tempo parcial ou tempo inteiro, o freelancing permite-te receber para aprender e ganhar experiência no teu tempo livre. Podes ver se gostas de uma atividade sem largar a segurança de um emprego fixo, ou até manter os dois até o freelancing te dar rendimento suficiente.

Começa com projetos pequenos

A menos que tenhas já um excelente portfólio e reputação, começar pode ter o seu desafio. Ou, se não tiveres experiência na área e souberes que é isso que queres fazer, lançar-te de cabeça pode parecer demasiado arriscado.

Em qualquer destes casos, começa por fazer pequenos projetos. Se não quiseres cobrar um preço completo (ou não conseguires clientes para isso) sem provas dadas, considera um projeto para uma associação ou empresa sem cobrar nada, oferecer descontos aos primeiros clientes ou até fazer um projeto piloto para um cliente fictício.

Define objetivos, limites (como vimos acima!), faz o trabalho e partilha a experiência.

Desafia-te! Prova a ti mesmo que consegues.

Freelancing é um caminho muito interessante para conseguir atingir a realização profissional, permitindo-te trabalhar como, quando e onde quiseres, dedicares-te ao que gostas e participar em projetos que realmente te entusiasmam.

E tu, já tiveste experiências no mundo do freelancing? Ou estás a considerar esta rota?

👉 Deixa um comentário abaixo e partilha as tuas experiências ou dúvidas sobre o trabalho freelance! 😊

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